
O Corpo de Bombeiros recebeu o chamado às 8h35 e 23 viaturas prestam atendimento, além de dois helicópteros Águia da Polícia Militar. A estimativa que cerca de 35 pessoas trabalhavam no empreendimento no momento do acidente. Os feridos, de leves a graves, com fraturas, estão sendo separados em uma triagem no local e encaminhados a hospitais da região. A maioria eram funcionários da obra.
Segundo o major dos Bombeiros Anderson Lima de Oliveira, com
andante da operação, uma das vítimas resgatadas manteve contato com os socorristas pelo celular, o que facilitou na sua localização. Trata-se de um homem de 24 anos, que estava sob duas lajes. Ele foi retirado com ferimentos nos membros inferiores, mas estava consciente. Ainda conforme o major, os socorridos informaram que a estrutura entrou em colapso repentinamente, sem que houvesse explosão.
De acordo com o capitão Marcos Palumbo, também do Corpo de Bombeiros, há 60 homens e dois cães farejadores na área. Segundo ele, além das vítimas soterradas, há outras que estavam próximas da obra e não ficaram sob os escombros. O capitão afirma que recebeu a informação de que a construção do prédio começou há cerca de três meses e abrangia uma área de cerca de 400 metros quadrados. A região é de grande movimento e diversas linhas de ônibus passam pelas ruas próximas, que foram isoladas.
Para facilitar o atendimento, foi montado um posto avançado no local. Segundo Palumbo, os trabalhos são delicados, pois é preciso cuidado com novos desabamentos. "Vai ser um trabalho demorado, de muita cautela", afirmou. "As equipes só vão sair do local quando todas as vítimas forem socorridas e o local estiver em segurança."
De acordo com a recepcionista Amanda Prevideli, de 21 anos, que trabalha em um escritório de contabilidade a uma quadra do acidente, não houve abalo no edifício de sua empresa.
Responsáveis. O Magazine Torra Torra nega ter responsabilidade sobre a obra e afirma que só assumiria o imóvel após as reformas estruturais que seriam realizadas pelo proprietário.
Segundo a empresa, havia um contrato de locação e uma firma de engenharia contratada pelo magazine fazia uma avaliação sobre as condições de uso do prédio. "Caso esse laudo técnico fosse positivo, atestando a segurança estrutural, a rede então faria o acabamento para abrigar mais uma unidade", afirmou a Torra Torra por meio de nota.
O grupo tem 37 lojas, todas no Estado de São Paulo, e começou com uma unidade no Brás, região central da capital paulista, em 1992. O prédio que desabou seria a oitava loja na cidade.
Trânsito. A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) informou que a Avenida Mateo Bei foi interditada nos dois sentidos por causa da ocorrência. Vinte e quatro linhas de ônibus foram desviadas, segundo a SPTrans.
Com MSN
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